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Mostrando postagens de outubro, 2023

Plein air? Dificilmente...

  Nos últimos dias, eu tenho lidado com uma espécie de bloqueio criativo que tem me causado certa indisposição pra pintar e desenhar. Eu pareço simplesmente não acertar a mão em nada e nenhum tema me parece digno o suficiente. Eu realmente gostaria de já estar em outro patamar, mas preciso ser paciente com as minhas próprias limitações. Acho que 3 anos de pintura – perpassados de certa inconstância aqui e ali – são pouquíssimo tempo ainda. É necessário mais trabalho e mais prática ininterrupta. Em 1885, Claude Monet escreveu à sua amada Alice, dizendo: “(...) eu esbravejo diante da minha inabilidade em expressar melhor as coisas”. Portanto, acho que é normal sentir-se constantemente inadequado e incompetente. Às vezes sinto que me falta algo. Algo que eu ainda não sei definir. Em alguns momentos penso que talvez eu precise de um conjunto melhor de cores, ou um papel de melhor qualidade. E às vezes sinto que a única coisa que pode salvar o meu trabalho é passar a fazer plein air ....

Sobre decepções na vida e na arte

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  Na última madrugada eu iniciei mais um retrato do Rômulo. Tenho me debruçado em três versões desse mesmo retrato. São exatamente idênticos, a não ser pelo material usado em cada um. O primeiro foi executado em grafite e o segundo era pra ser em carvão. A ideia era utilizar primeiramente essas mídias monocromáticas como forma de estabelecer a ordem dos valores. Entretanto, eu não consegui resistir ao ímpeto de utilizar cores e me apressei em executar a versão em aquarela. Os resultados até aqui foram medianos, eu acho, mas eu possivelmente abandonarei o carvão, porque a ordem em que executei as tarefas tornou esta tarefa meio sem sentido. A pintura demanda do pintor três diretivas atitudinais importantíssimas: fé, perseverança e capacidade de consertar os erros cometidos. Fui deitar ontem com a certeza de que esta pintura tinha sido completamente arruinada e que não havia mais nada que eu pudesse fazer para modificar isso. Hoje levantei, observei-a por um tempo, avaliei certas p...

Mary Whyte

  Recentemente iniciei o livro “More than a Likeness”, e fiquei espantado com as aquarelas de Mary Whyte. Aí está uma artista que sabe ver! E mais, que sabe representar o que vê. Cores e pinceladas expressivas, composições magistrais, um estilo solto, fluido, quase descuidado, totalmente impressionista. Absurdamente hábil na escolha das suas cores e na execução de suas pinceladas. Que artista é a sra. Whyte. Lamento não ter conhecido o seu trabalho antes.